A partir de 1º de janeiro de
2019 o Brasil entra em um novo ciclo de sua história, com o início do governo
do presidente Jair Messias Bolsonaro.
Com um viés declaradamente de
direita, o novo governo, pelo que se já anuncia, tem no liberalismo econômico
sua principal bandeira, tendo à frente do futuro ministério da economia, o
economista Paulo Guedes.
Ao que tudo indica a economia
Norte Americana e suas balizas serão pontos de apoio ideológico diretos da nova
política brasileira.
De certo, nosso país está em
condições muito distantes, de se proclamar seguidor das políticas americanas, para qualquer que seja a área da nação, principalmente a econômica.
Ao nosso país faltam a infraestrutura,
a estrutura estatal desburocratizada, bem como segurança pública e formação
educacional adequada de nosso povo, para que qualquer tentativa de similaridade
com o que se encontra nos Estados Unidos, seja ao menos viável de se buscar.
De fato, muitos são os pontos em
que precisamos melhorar, para que possamos ver nossa economia deslanchar em um
cenário liberalizado, como é o Americano e sem dúvida alguma, um dos setores que
mais se encontra em atraso é o setor imobiliário.
Apesar de ser o mercado imobiliário
brasileiro, um dos mais dinâmicos mercados imobiliários do mundo, seu potencial
é incrivelmente maior do que se apresenta e pode-se dizer, inexplorado por
inviabilidade.
Hoje, a extensa maioria dos
imóveis urbanos no Brasil tem algum tipo de irregularidade registral, que impede
a sua correta valorização, em virtude da quase impossível comercialização.
São, por exemplo, lotes que apesar de
registrados em nome de seus reais proprietários, possuem construções neles
erguidas e não averbadas no cartório de registro, imóveis de proprietários falecidos e não
inventariados, sem falar naqueles dos quais os “proprietários” tem somente, de
efetivo, a posse, pois a situação de aquisição encontra-se restrita a apenas instrumentos
particulares de promessa ou de compra e venda, sem sequer haver escritura
pública, neste sentido, lavrada.
Tais imóveis são
verdadeiramente, "imóveis fora do mercado", imóveis pelos quais muito dificilmente
se recebe uma proposta de negócio, que possa traduzir o seu real valor de venda
e imóveis inaptos a, por exemplo, lastrear fundos de investimento.
Se realizarem-se as esperançosas
expectativas acerca da nova economia brasileira, o que se espera, uma situação como
a situação registral dos imóveis urbanos brasileiros precisará ser fortemente
atacada por nossos governos futuros, para que nossa economia não fique travada em
hábitos antiquados e uma cultura de informalidade ilegal, na qual os negócios imobiliários
urbanos no Brasil estão mergulhados.
Lembremos que a economia
americana depende principalmente do mercado de imóveis e de automóveis para o
seu giro financeiro, dois pontos para os quais o brasileiro não pode fechar os
olhos.
Todo progresso depende de
esforço e de respeito ao ordenamento legal de um país, sem isso, nada feito.
Devemos todos começar a mudar
nosso raciocínio com relação a regularidade registral e fiscal de nosso
patrimônio imobiliário, para que não percamos mais uma vez, o bonde da história.

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